Associação Brasileira de Batata In Natura

Sistemas de baixa pressão trazem risco de chuvas e ciclone para as regiões Sul e Sudeste

Clima de chuvas.

O monitoramento meteorológico emitiu um aviso de atenção rigorosa para os produtores rurais das regiões Sul e Sudeste do Brasil. A atuação de dois sistemas de baixa pressão deve desencadear chuvas intensas, rajadas de vento em um curto período de tempo. Para a bataticultura, uma atividade altamente sensível a distúrbios climáticos e excesso de umidade, o cenário exige monitoramento preventivo e atenção no manejo das áreas cultivadas.

De acordo com as análises da Meteored, as instabilidades climáticas devem se concentrar com maior força entre as regiões do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo, estendendo o estado de alerta.

A dinâmica dos sistemas e a formação de um novo ciclone

O primeiro sistema de baixa pressão se formou na costa do Sudeste, provocando acumulados expressivos de chuva que chegaram perto de 80 milímetros em áreas de São Paulo. Enquanto esse primeiro ciclone perde força sobre o oceano Atlântico, uma nova e intensa área de baixa pressão avança sobre a Região Sul, organizando uma extensa linha de instabilidade.

Este segundo sistema deve dar origem a um novo ciclone na costa do Rio Grande do Sul. O fenômeno organiza tempestades fortes e mantém o alerta para rajadas de vento que podem atingir 50 km/h na faixa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os temporais mais intensos avançam pelas principais áreas produtoras, com maior atividade prevista para o oeste do Paraná, Santa Catarina e sul de Mato Grosso do Sul. Nessas localidades, o risco de queda de granizo e danos provocados por ventos intensos é elevado, acendendo o sinal de alerta para lavouras expostas e sistemas de irrigação.

Impactos no solo e riscos de alagamentos

O principal fator de preocupação para o setor agrícola reside nos volumes acumulados. As projeções indicam que os acumulados de chuvas podem superar a marca dos 100 milímetros em poucas horas, especialmente no oeste paranaense e no sul sul-mato-grossense. Em outras regiões produtoras do Sul e Sudeste, a média deve oscilar entre 40 e 70 milímetros.

O volume concentrado aumenta significativamente o risco de alagamentos e inundações repentinas, além de provocar a saturação hídrica do solo. Para a cultura da batata, o excesso de umidade nesta reta final de maio pode paralisar as atividades de maquinário no campo, dificultando o escoamento e retardando o ritmo de colheita da safra das secas que inicia no Sul, além de abrir margem para o surgimento de doenças fúngicas caso o escoamento da água não seja eficiente.

A tendência é de que as instabilidades comecem a perder força a partir do avanço do ciclone em direção ao oceano, restando apenas previsões de chuvas fracas e isoladas no litoral paulista, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, sem indicativos de novos temporais para o fechamento do período.

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