Fundada em 1970, a Margossian Sementes acompanha há mais de cinco décadas a evolução da produção de batata no Brasil. Ao longo dessa trajetória, a empresa se especializou no fornecimento de batata-semente importada e na introdução de novas cultivares no mercado brasileiro.
Há mais de 30 anos, a Margossian é parceira da Agrico, cooperativa holandesa reconhecida internacionalmente pelo desenvolvimento de genética de batata. Presente em mais de 80 países, a Agrico conduz seu programa de melhoramento com uma visão ampla sobre diferentes condições de cultivo, mercados e usos da batata.
Dessa parceria vieram cultivares que marcaram a bataticultura nacional, como Agata e Markies, introduzidas no país pela Margossian.
Hoje, a empresa segue dedicada à avaliação de novas genéticas e à identificação de materiais com potencial para as condições de produção e as demandas do mercado brasileiro.
Mais do que trazer novas cultivares ao país, esse trabalho envolve compreender como cada genética se comporta no campo e identificar onde ela pode realmente agregar valor à cadeia. Afinal, quando se fala em batata, não existe uma única cultivar ideal para todas as situações.
Tudo começa com a qualidade da Batata-semente
A batata-semente é um dos principais pontos de partida para o potencial de uma lavoura.
Qualidade fisiológica, sanidade, vigor e condições adequadas de armazenamento e transporte influenciam diretamente o estabelecimento da cultura e a produtividade do campo.
Mas uma boa semente não deve ser analisada isoladamente. Também é fundamental entender qual é o propósito daquela produção e o que se espera da cultivar escolhida.
É nesse ponto que genética, ambiente de produção e mercado começam a se encontrar.
A Cultivar precisa conversar com o campo e com o mercado
A decisão sobre qual batata plantar começa muito antes do plantio. Além das condições de produção, é preciso considerar qual será o destino daquela batata.
No mercado in natura, características como aparência, uniformidade, qualidade de pele e formato têm importância, mas a experiência de consumo precisa ganhar cada vez mais peso nessa escolha. Sabor, textura e aptidão culinária ajudam a definir se aquela batata vai agradar ao consumidor e se ele terá vontade de comprá-la novamente.
Já a indústria possui outras exigências. Dependendo do processamento, ganham importância características como formato e tamanho dos tubérculos, teor de matéria seca, qualidade de fritura, comportamento dos açúcares durante o armazenamento e capacidade de conservação da matéria-prima.
Por isso, não basta uma cultivar apresentar boa produtividade. Ela precisa reunir características compatíveis com o destino daquela produção.
Ao mesmo tempo, o Brasil apresenta grande diversidade de condições de cultivo. Clima, altitude, solo, época de plantio e manejo podem interferir no comportamento dos materiais.
Nesse caminho, a escolha varietal conecta toda a cadeia: genética → ambiente → produtor → mercado → consumidor.
Para o consumidor final, o nome da cultivar pode até passar despercebido, mas suas características não passam. Ele percebe sabor, textura, qualidade de preparo e, principalmente, se encontra novamente aquilo que esperava na próxima compra.
Para uma cadeia que busca ampliar o consumo de batata no Brasil, essa experiência é fundamental. Não basta produzir mais: é preciso entregar um produto que agrade e fortaleça a relação do consumidor com a batata.
Genética internacional, avaliação Brasileira
Para entender se uma nova genética consegue reunir as características esperadas pelo campo e pelo mercado, é necessário avaliá-la de forma ampla nas condições brasileiras.
Na Margossian, os materiais são acompanhados para compreender tanto seu potencial agronômico quanto a qualidade do produto que chegará ao mercado.
São observadas características como adaptação, ciclo, vigor da planta, produtividade, resistência a pragas e doenças, formato e qualidade de pele. Mas a avaliação não termina na colheita.
Também são consideradas características relacionadas ao produto final, como sabor, textura, qualidade culinária, matéria seca, rendimento, comportamento durante o armazenamento e tempo de prateleira, de acordo com o segmento ao qual cada cultivar se destina.
Esse olhar busca responder a duas perguntas igualmente importantes: A cultivar funciona bem no campo? E entrega ao mercado e ao consumidor aquilo que eles esperam?
A cultivar Paradiso é um exemplo dessa visão mais ampla. Além de suas características agronômicas, destaca-se pela qualidade culinária, sabor e boa capacidade de conservação. Sua durabilidade amplia o período de comercialização e pode favorecer o abastecimento de mercados consumidores mais distantes.
Características como essa mostram por que a avaliação varietal precisa ir além da produtividade: uma boa conservação pode trazer benefícios ao produtor, à comercialização, ao varejo e também ao consumidor.
O trabalho não termina quando a semente chega à propriedade
Introduzir uma cultivar e comercializar batata-semente são apenas partes do trabalho desenvolvido pela Margossian.
A empresa mantém o compromisso não apenas com a qualidade da semente entregue ao produtor, mas também com o acompanhamento de seu desempenho no campo e com o desenvolvimento dos materiais ao longo das safras.
Acompanhar lavouras, observar resultados, ouvir produtores e avaliar o comportamento das cultivares fazem parte desse processo contínuo de testar, acompanhar, ouvir, ajustar e novamente avaliar.
Esse relacionamento próximo ajudou a construir vínculos que, em muitos casos, atravessam gerações de produtores. Como empresa familiar, a Margossian mantém uma atuação baseada em proximidade, confiança e responsabilidade nas relações de longo prazo com quem está no campo.
Mais opções para uma cadeia cada vez mais diversa
A bataticultura brasileira está se tornando cada vez mais especializada.
Há demandas para o mercado in natura, para a indústria de batata palito, chips e outros segmentos com espaço para crescer. Ao mesmo tempo, produzir em um país de dimensões continentais significa lidar com diferentes regiões, épocas de plantio, condições climáticas e sistemas de produção.
Por isso, o futuro não está necessariamente em encontrar uma cultivar que faça tudo, mas em ampliar o portfólio e identificar materiais capazes de atender diferentes demandas do produtor, do mercado e do consumidor.
A genética pode contribuir para produtividade, qualidade, eficiência e desenvolvimento de novos nichos. Mas, no final dessa cadeia, existe um objetivo comum: fazer com que uma batata de qualidade chegue à mesa.
Versátil, nutritiva e presente há séculos na alimentação humana, a batata pode estar em uma receita preparada em casa, em um prato elaborado ou em diferentes formas de processamento. Quanto mais o consumidor conhecer sua qualidade e suas possibilidades de uso, maior será também a oportunidade de valorização desse alimento.
É nesse caminho — da genética ao campo, do campo ao mercado e do mercado à mesa — que a Margossian busca contribuir para o desenvolvimento da bataticultura brasileira.
A Margossian Sementes estará no Conexão Batata Brasileira 2026
Nos dias 20 e 21 de novembro, produtores, empresas, pesquisadores, distribuidores e demais profissionais do setor estarão reunidos no Conexão Batata Brasileira 2026, no Expo Boulevard Iguatemi, em Campinas.
A Margossian Sementes estará presente no evento, compartilhando sua experiência com batata-semente, introdução e desenvolvimento de cultivares e acompanhamento da produção no campo.
No estande da empresa, os visitantes poderão conhecer mais sobre esse trabalho e trocar experiências sobre genética, qualidade, mercado e os desafios e oportunidades da bataticultura brasileira.








