Associação Brasileira de Batata In Natura

Brasil avança em autossuficiência com a retomada da produção de ureia na Fafen-BA

Ureia.

O agronegócio nacional alcançou um marco estratégico fundamental para mitigar a dependência externa de insumos. Com a presença de lideranças do Governo Federal e da diretoria da Petrobras, foi oficializada a retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari. O retorno das atividades da planta representa uma guinada na oferta nacional de ureia, fertilizante nitrogenado essencial para garantir a alta produtividade das lavouras brasileiras.

O investimento de R$ 100 milhões para reativar a fábrica é uma resposta direta à escalada nos custos de produção e aos gargalos logísticos globais que têm pressionado o campo em 2026, tornando a estabilidade no fornecimento de ureia uma prioridade para o setor.

Capacidade produtiva e o impacto da ureia no mercado

A Fafen-BA retoma suas atividades com capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia. Esse volume robusto equivale a aproximadamente 5% de toda a demanda do mercado nacional pelo insumo, que é amplamente utilizado em culturas de ciclo intensivo e alta exigência nutricional, como a batata.

A planta de Camaçari havia sido hibernada em 2019 e chegou a ser operada pela iniciativa privada, mas as atividades foram totalmente paralisadas em 2023 devido à inviabilidade econômica gerada pelos altos custos do gás natural — matéria-prima indispensável para a síntese da ureia. Agora, sob a gestão da Petrobras e após passar por um rigoroso ciclo de manutenção e testes operacionais, a unidade volta a operar em pleno funcionamento.

Além do impacto direto no abastecimento de ureia, a reativação da fábrica impulsiona a economia baiana. O projeto está gerando cerca de 900 empregos diretos e mais de 2,7 mil postos de trabalho indiretos, estimulando a renda e a qualificação profissional na região.

Redução da vulnerabilidade externa e metas de longo prazo

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados em suas lavouras, um cenário de forte exposição que deixa o produtor rural refém de oscilações cambiais e crises geopolíticas internacionais. Com o mercado global de ureia constantemente pressionado por conflitos que afetam rotas marítimas vitais, a expansão da produção doméstica ganha contornos de segurança nacional.

Com a Fafen-BA operando de forma integrada à Fafen-Sergipe e à Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná, a Petrobras projeta atingir cerca de 20% do mercado interno de ureia. A expectativa de longo prazo é ampliar esse market share para aproximadamente 35% com a futura entrada em operação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS).

Essa arrancada está alinhada às diretrizes do Plano Nacional de Fertilizantes. O programa busca reduzir a vulnerabilidade brasileira por meio do desenvolvimento de tecnologias e indústrias locais, com a meta de atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050, assegurando que insumos vitais como a ureia cheguem à porteira do produtor com preços mais competitivos e fornecimento garantido.

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