Guarapuava, município localizado no coração do Paraná, consolidou sua posição como um gigante na produção de batata inglesa no Brasil. O reconhecimento oficial como “Capital da Batata Inglesa” em 2026, fruto do Projeto de Lei nº 584/2025, de autoria da deputada estadual Cristina Silvestri, aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná, é o ápice de uma trajetória marcada por pioneirismo, tecnologia e a força do cooperativismo. Mas o que levou a cidade a este patamar e como esse título impacta a região? Vamos explorar os motivos e a história por trás dessa conquista.
A Força dos Números e a Chancela Oficial
A trajetória para este reconhecimento culminou na Assembleia Legislativa do Paraná, através do Projeto de Lei nº 584/2025, de autoria da deputada estadual Cristina Silvestri. O título não é por acaso. Guarapuava é responsável por uma fatia impressionante da produção estadual — chegando a concentrar cerca de 28% de toda a batata colhida no Paraná em ciclos recentes.
Essa liderança é sustentada por uma combinação de fatores que tornam a região um “oásis” para a cultura:
- Altitude e Clima: A localização geográfica de Guarapuava proporciona o clima temperado ideal, com noites frescas que favorecem o acúmulo de amido e a qualidade do tubérculo.
- Solo e Relevo: As terras profundas e mecanizáveis da região permitem uma produção em larga escala com alta eficiência.
De Cultura de Subsistência a Polo Tecnológico
O caminho de Guarapuava até o título de Capital da Batata Inglesa começou com pequenos produtores e o forte incentivo de imigrantes e colônias europeias que se estabeleceram na região, trazendo o know-how do cultivo.
Com o passar dos anos, a entrada de grandes cooperativas e investimentos em biotecnologia transformaram a realidade local. O que era uma produção familiar evoluiu para um sistema de alta precisão. Hoje, Guarapuava não apenas planta batata; a cidade exporta tecnologia, sementes de alta genética e práticas de manejo que são referência para o restante do Brasil.
O Papel do Cooperativismo e da Inovação
Não se pode falar da ascensão de Guarapuava sem mencionar o ecossistema de inovação. A cidade abriga hoje alguns dos maiores especialistas no setor e é palco de eventos técnicos que discutem desde a irrigação inteligente até a rastreabilidade do produto. O título de Capital da Batata Inglesa é, portanto, um reconhecimento à resiliência dos produtores guarapuavanos que, mesmo diante das oscilações de mercado e desafios climáticos, mantiveram a constância produtiva.
O Futuro: Valor Agregado e Marca Regional
Com o título oficializado, o próximo passo para Guarapuava é a busca pela Indicação Geográfica (IG). O objetivo é que a “Batata de Guarapuava” seja reconhecida como um selo de origem e qualidade superior, agregando valor ao produto e fortalecendo ainda mais o turismo agroindustrial da região.
O Olhar da ABBIN
Como entidade que pulsa o dia a dia do setor, a ABBIN ratifica que o título concedido a Guarapuava não é apenas uma honraria geográfica, mas o reconhecimento de um modelo de eficiência que serve de bússola para todo o país. Para a associação, a cidade simboliza a união entre tradição e modernidade, provando que a organização em cooperativas e o investimento constante em genética e pós-colheita são os únicos caminhos para superar a volatilidade do mercado.
Ao oficializar Guarapuava como a Capital da Batata Inglesa, o setor fortalece sua voz política e institucional, pavimentando a estrada para que o tubérculo paranaense alcance novos patamares de valor agregado e reconhecimento internacional.








